O amor é o primeiro argumento da vida, o amor começa com a paixão.
Stendhal, um escritor francês, diz que se apaixonar é idealizar alguém, não ver essa pessoa como ela realmente é, projetamos muito mais coisas positivas do que tem. Depois de se apaixonar, o amor pode ou não surgir. Quando deixamos de idealizar o outro e o vemos como ele é, com suas fragilidades e aceitando as diferenças, começa o amor.

É aí que começam também os desafios em casal e em família, que são cada vez mais desafiadores. Estamos vendo que cada vez mais famílias não têm conseguido prosperar.
Como é fácil se apaixonar e como é complexo amar, atualmente tudo nos convida a relacionamentos líquidos, mas acho que a família é uma batalha que vale a pena lutar desde que você não esteja vivendo um relacionamento tóxico.
7 regras para uma boa convivência e maior conexão
Vou compartilhar com você as 7 regras para uma boa convivência e maior conexão.
- A primeira regra é o conhecimento mútuo. É muito importante conhecer profundamente o nosso parceiro/a, quero dizer, conhecer seus gostos e preferências, mas, principalmente, conhecer seu jeito de ser, suas necessidades, seus valores, seus sonhos e medos. Estamos sempre mudando, por isso é importante se manter atualizado e mostrar um sincero interesse um pelo outro.
- A segunda regra é cuidar dos pequenos detalhes da vida cotidiana. Como você demonstrar o que sente e como o outro recebe isso, é essencial na rotina do casal. No meu consultório, um paciente me disse “mas Bruna, todo dia eu preparo comida para ela, às vezes até a levo no trabalho e, mesmo assim, ela reclama que não se sente amada por mim”. E na terapia de casal ela disse que sempre que chega em casa ele está assistindo TV reclama que ele não dá atenção para ela, diz que se sente invisível para o marido. Ou seja, ela precisava de algo diferente do que ele estava oferecendo a ela e ele acreditava que estava fazendo o melhor. Com este exemplo podemos ver a importância do conhecimento mútuo e do cuidado com os detalhes. A negligência sistemática das pequenas coisas é a ruína do amor, é preciso cuidar delas e dedicar tempo a elas. O pequeno se torna sólido.
- A terceira regra é lutar para abandonar a lista de magoas do passado. Isso pode acabar com qualquer relacionamento, você tem que desenvolver a habilidade de deixar as coisas negativas no passado. Há pessoas que numa discussão de casal dizem "Lembro-me do dia em que você me disse...". Isso é muito destrutivo e não resolve nenhum problema. Saber virar a página, resolver o que precisa ser resolvido e perdoar, significa ter um bom nível de inteligência emocional.
- A quarta regra é evitar discussões desnecessárias. Os casais deveriam discutir pouco e dialogar mais. Diálogo é uma coisa e discussão é outra.
Na discussão existe muita intensidade, sempre alguém quer ganhar a batalha. No diálogo, as duas pessoas conversam, aprendem a arte de ceder, se permitem mudar de perspectiva, se deixam influenciar e cultivam o respeito.
Mais uma vez, a inteligência emocional é essencial, porque nos ajuda a saber dar às coisas que nos acontecem a importância que realmente têm. Ou seja, quando temos inteligência emocional não transformamos um problema real em um drama. - A quinta regra é cultivar a admiração, issose cultiva e se trabalha. É uma das coisas que mais une os casais, mas cuidado! Porque admirar não é idealizar. Se não admiramos quem amamos, resta apenas a rotina, o relacionamento começa a esfriar e em muitos casos pode levar ao desprezo.
- A sexta regra é compartilhar, fazer as coisas juntos, ser cúmplices. Além de ter um projeto comum, compartilhar sonhos e objetivos, tenho observado muitos casais que se equilibram em dois pólos diferentes. Ou passam muito tempo juntos e fazem tudo juntos ou têm vidas paralelas. Ter vidas paralelas é perigoso porque não existe união e acabam se desconectando, cultivamos a indiferença. No meu consultório, vejo muitos casais que focam toda a sua dedicação no trabalho, nos filhos, nos seus interesses, mas pouco no casal.
No entanto, fazer absolutamente tudo juntos pode criar codependência. Nenhum dos dois polos é saudável. - A sétima regra é a vontade. Eu sempre digo que o amor é uma decisão. Precisamos de determinação para lutar o amor escolhido.
Nos relacionamentos sólidos, a vontade está no centro, é uma decisão. Quem tem vontade realiza os seus sonhos, é fundamental se responsabilizar pelo que você pode fazer para cuidar do seu relacionamento. Ambos têm seu percentual de responsabilidade em tornar o relacionamento mais forte e satisfatório.
Se houver vontade de mudar de ambos os lados, qualquer relacionamento pode ser restaurado. Mas, se apenas um dos dois estiver disposto a mudar, também pode haver uma saída.
Com certeza a terapia de casal pode te ajudar a enfrentar os problemas que você está enfrentando e construir uma relação mais forte e saudável.
Além disso, a minha palestra totalmente gratuita “O que está acontecendo comigo? A crise de casal” pode te ajudar; você pode encontrá-la aqui no site.
